segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Bencanta - Coimbra Os Verdes questionam o governo sobre o prolongamento de passagem pedonal junto à Escola Superior Agrária

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, sobre a necessidade de prolongamento da passagem pedonal em Bencanta, junto à Escola Superior Agrária de Coimbra, por forma a evitar que os estudantes, professores e funcionários daquela instituição, tenham que percorrer cerca de 45 minutos, a pé, para cada lado para acederem aos terrenos que estão na parte norte, situados após a linha ferroviária, onde decorrem atividades da Escola.

Pergunta:

No passado dia 12 de abril uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes reuniu com a Direção da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), tendo posteriormente visitado algumas das suas instalações e equipamentos, assim como as áreas agrícolas adjacentes aos edifícios deste estabelecimento de ensino.

Esta escola com mais de 150 anos de existência, devido à sua componente prática de ensino, nas engenharias, ciências agrárias e florestais, ocupa uma vasta área sobretudo com terrenos agrícolas.

No passado, com a construção da linha ferroviária do Norte e da variante (A31), duas das principais vias de acesso a Coimbra e que atravessam os terrenos onde se realizam algumas das aulas práticas da Escola, foi criada uma barreira física que obstaculiza a comunicação e deslocação de pessoas e bens, criando ao longo destes anos dificuldades acrescidas para os alunos, os docentes e os funcionários, conforme nos transmitiu a direção da escola.

Embora exista, atualmente, uma passagem pedonal aérea sobre a variante em frente à entrada da ESAC, a mesma não tem correspondência com uma das passagens que transpõe a linha ferroviária. Na prática, os estudantes, professores e funcionários para acederem aos terrenos que estão na parte norte da escola, situados após a linha ferroviária, necessitam de percorrer cerca de 45 minutos, a pé, para cada lado.

Este constrangimento, que vem sendo afirmado ao longo dos tempos por discentes e estudantes da ESAC, para além da comodidade na acessibilidade interfere com a programação e o tempo das aulas, situação que seria colmatada com o prolongamento da atual passagem pedonal sobre a via ferroviária.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério tem conhecimento do transtorno causado a alunos, professores e funcionários da ESAC em acederem aos terrenos a norte por via do atravessamento da linha ferroviária?

2- Aquando da colocação da passagem pedonal aérea sobre a Variante de Coimbra (A31), junto à entrada da ESAC, esteve também prevista uma passagem sobre a linha ferroviária do Norte?

3- Tendo em consideração que algumas aulas práticas da ESAC decorrem nos terrenos localizados a Norte, o Ministério perspetiva o prolongamento da atual passagem pedonal em frente à Escola Superior Agrária? Se sim, para quando?
O Grupo Parlamentar “Os Verdes”





Lisboa, 27 de maio de 2016

Mundão - Viseu Os Verdes pedem esclarecimentos sobre a avaliação dos impactos causados pela instalação de Central de Biomassa

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Economia sobre a avaliação dos impactes ambientais, causados pela eventual instalação da central de biomassa na freguesia de Mundão, Viseu, e os fundamentos que estiveram na qualificação deste projeto como PIN.

Esta avaliação torna-se imprescindível, uma vez que os PIN podem funcionar como método de aligeiramento de vários processos e servidões administrativas, com implicações ao nível da preservação do ambiente, dos ecossistemas e da qualidade de vida das populações.

Pergunta:
Em 2006, a Direção-Geral de Geologia e Energia lançou 15 concursos para a atribuição de centrais de biomassa prevendo a produção de cerca de 100 megawatts (MW) de potência. Até hoje, das 15 licenças que foram a concurso (num dos lotes não houve interessados) só duas centrais avançaram, tendo uma delas já encerrado a atividade. A única das 15 licenças atribuídas, que está em funcionamento, emprega diretamente 12 trabalhadores.

A fraca execução dos projetos que resultaram do concurso de 2006, levou a que o governo anterior prorrogasse, em 2012, e posteriormente em 2015, o prazo para que as centrais entrem em operação e possam beneficiar das tarifas bonificadas de produção de eletricidade.

Assim, ficou estipulado pelo Decreto-Lei nº 166/2015, de 21 de agosto, que a atribuição das tarifas bonificadas às centrais de biomassa só é válida caso estas entrem em operação até ao final de 2018 ou de 2019, nos projetos dependentes de avaliação ambiental e desde que o processo de construção das centrais seja iniciado até 30 de junho de 2016, ou um ano depois, para as instalações que aguardem a avaliação ambiental.

Em janeiro de 2009, a empresa Nutroton-Energias ganhou o concurso público para a construção de uma central de biomassa florestal em Viseu, para a produção de energia, tendo nesse mesmo ano (em setembro) sido divulgado publicamente que a central se localizaria na freguesia de São João de Lourosa. O projeto previa a produção de 5 MW de energia, estando orçamentado em 15 milhões de euros. Conforme foi divulgado à comunicação social, a construção iniciar-se-ia em 2010, entrando em funcionamento dois anos depois. No entanto, a construção da central de biomassa não avançou até ao momento.

Possivelmente em resultado do Decreto-Lei nº 166/2015, voltou a “ouvir-se falar” da central de biomassa de Viseu, já em 2016, através da Câmara Municipal que deliberou uma proposta de suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM) de Viseu, que incidia sobre uma área de 13,5 ha, com vista à possibilidade de implementação de uma Central de Biomassa, mais especificamente na zona de Pedra Alta, freguesia de Mundão. O processo de implementação está, de acordo com as atas da Câmara Municipal, a ser dinamizado pela empresa FPT – Energia e Ambiente.

Segundo a Câmara Municipal, a suspensão parcial do PDM e o estabelecimento de medidas preventivas decorre num quadro excecional pois a instalação da central de biomassa, qualificada como projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), assume um carácter estratégico, com reflexo no aproveitamento e potencialização da fileira florestal, dada a especificidade do concelho de Viseu em termos de expressividade da mancha florestal e da sua localização à escala regional.
A Câmara alegou também a urgência do processo, decorrente da necessidade do cumprimento do calendário definido pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), entidade que acompanha este PIN n.º 228, e do Banco Europeu de Investimento (BEI) determinando que no mês de maio estejam concluídos os procedimentos administrativos relativos ao licenciamento do projeto.

Assim, a suspensão parcial do PDM de Viseu para estes 13,5 ha, e o respetivo estabelecimento de medidas preventivas, foi aprovada pela Câmara Municipal e, posteriormente, pela Assembleia Municipal de Viseu, após parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) em articulação com Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Sem colocar em causa o conceito de centrais de biomassa, pois estas quando devidamente suportadas pelo aproveitamento dos subprodutos florestais, podem ser uma mais valia para a produção de energia renovável e contribuir para a diminuição dos incêndios, através da limpeza das florestas ou para o aumento do rendimento dos produtores florestais, há que, simultaneamente, ter em conta o facto de estarem qualificadas como projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN), os quais têm constituído, em vários casos, verdadeiras manobras para contornar planos de ordenamento do território e sustentabilidade ambiental.

Os Verdes têm-se batido para revogar o regime jurídico dos PIN, nomeadamente, assente na ideia de que consiste num sistema de favorecimento pouco transparente de certos projetos e, portanto, injusto a vários níveis, designadamente, por gerar desigualdade nos procedimentos relativos a projetos que se pretendem implementar, e por gerar um aligeiramento de procedimentos que põe em causa valores que se pretendem salvaguardados e bem cuidados.

Tendo em consideração que os PIN podem funcionar como método de aligeiramento de vários processos e servidões administrativas, com implicações ao nível da preservação do ambiente, dos ecossistemas e da qualidade de vida das populações, é fundamental perceber se estão a ser avaliados os impactos, nomeadamente ambientais, com a eventual instalação desta central de biomassa e os fundamentos que estiveram na qualificação deste projeto como PIN.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito ao Senhor Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Economia, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério confirma que a Central de Biomassa, a instalar em Viseu, é da responsabilidade da empresa Nutruton-Energias?

2- Foi ou está a ser realizada alguma Avaliação de Impacte Ambiental, tendo em vista aferir de eventuais danos ambientais que possam decorrer da sua instalação e laboração na freguesia de Mundão?

3 – Em que ano este projeto foi qualificado como PIN?

4- Que fundamentos e requisitos estiveram na origem da qualificação desta central como PIN?

5- O projeto representa um investimento superior a 25 milhões de euros?

6 - Quantos postos de trabalho serão criados?

7- Por que motivo o Banco Europeu de Investimento pretende que o licenciamento desta central de biomassa ocorra durante o presente mês de maio?



Lisboa,23 de maio de 2016

Os Verdes questionam Câmara Municipal  sobre abate de árvores em Bencanta

O Deputado de Os Verdes na Assembleia Municipal de Coimbra, que integra o Grupo Municipal da CDU – Coligação Democrática Unitária, Paulo Coelho, questionou na passada sexta feira, dia 29 de abril, na sessão da Assembleia Municipal de Coimbra, a Câmara Municipal sobre o abate de árvores executado pela Infraestruturas de Portugal (IP), SA (IP) em frente à Escola Superior Agrária de Coimbra.

As árvores estavam localizadas numa área de elevado tráfego quer rodoviário, quer ferroviário, mas também pedonal. As árvores abatidas desempenhavam um papel fundamental na absorção de dióxido de carbono, na libertação de oxigénio, servindo também de cortina sonora, diminuindo o efeito dos ruídos provocados pelo trânsito, e de habitat de variada avifauna.

O deputado de Os Verdes pretendeu saber se a Câmara Municipal teve conhecimento deste abate; quais os motivos inerentes ao respetivo corte; por que motivo a IP não informou a população; se o abate seria ou não a única solução; e, que medidas a IP tomará para minimizar os impactos negativos causados pelos respetivo abate.

Apesar das várias questões colocadas pelo membro do PEV, que integra o Grupo Municipal da CDU, este não obteve qualquer resposta por parte da Câmara Municipal.




 3 de maio de 2016

Coimbra - Os Verdes apresentam moção sobre poluição provocada pela fábrica de processamento de Bagaço de Azeitona

O Deputado de “Os Verdes” na Assembleia Municipal de Coimbra, que integra o Grupo Municipal da CDU – Coligação Democrática Unitária, Paulo Coelho, apresentou na passada sexta feira, dia 29 de abril, na Assembleia Municipal de Coimbra, uma moção sobre a poluição em Alcarraques (União de Freguesias de Trouxemil e Torre de Vilela) provocada por uma unidade fabril de processamento de bagaço de azeitona, localizada nesta povoação.

A moção foi aprovada por maioria, com a abstenção do grupo municipal do PSD, recomendando à Câmara Municipal de Coimbra que interceda junto das entidades competentes nomeadamente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, da Direção Regional de Economia do Centro e da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro que sejam implementadas medidas minimizadoras para que os impactos negativos ao nível do ar, das águas, dos solos e ruído sejam consideravelmente reduzidos, de forma a não prejudicar a qualidade de vida dos moradores de Alcarraques e populações vizinhas.

Foi também deliberado pela assembleia que a esta questão seja acompanhada pela Comissão de Proteção, Ambiente e Ordenamento do Território, bem como pela da União de Freguesias de Trouxemil e Torre de Vilela.

Recorde-se que, no passado dia 11 de abril uma delegação do PEV, que integrou o deputado à Assembleia da República, José Luís Ferreira, o membro da Assembleia Municipal, Paulo Coelho, e o vereador da CDU, Francisco Queirós, deslocou-se a Alcarraques tendo reunido com moradores que se queixam há vários anos da poluição provocada por uma fábrica de secagem de bagaços de azeitona e extração de óleos.






 2 de maio de 2016

Coimbra - Os Verdes realizaram jornada dedicada ao Ambiente e à Agricultura





Uma delegação do Partido Ecologista Os Verdes, que integrou o deputado à Assembleia da República, José Luís Ferreira e o eleito da Assembleia Municipal de Coimbra, Paulo Coelho, promoveu um conjunto de iniciativas dedicadas ao Ambiente e à Agricultura em Coimbra

No dia 11, segunda feira, Os Verdes reuniram com moradores de Alcarraques que ao longo dos anos se têm queixado de problemas de poluição provocados por uma fábrica de processamento de bagaço (caroço de azeitona), localizada na povoação.

O dia 12, terça feira, foi dedicado à agricultura, pretendendo-se auscultar os diversos intervenientes neste setor.

O PEV visitou a exploração de agricultura da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), para conhecer as especificidades da agricultura social e a reintegração de pessoas com deficiência.

A esta visita, seguiu-se uma reunião com a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) para abordar os problemas com que os agricultores do distrito se confrontam, em particular os relacionados com o sector leiteiro e com o Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Mondego.

No período da tarde, desse mesmo dia 12, o PEV reuniu com a direção da Escola Superior Agrária de Coimbra com o objetivo de abordar os problemas e desafios que se colocam face à especificidade desta escola orientada para as ciências e engenharias agrárias.

Por fim a delegação de Os Verdes reuniu com os organizadores do Mercadinho do Botânico, mercado sustentável, que se realiza em Coimbra há doze anos, servindo de ponto de escoamento de produtos de agricultura sustentável e incentivando o desenvolvimento da agricultura biológica e de hábitos mais sustentáveis e amigos do ambiente.

Programa

11/04 – Segunda-feira

18.30H – Reunião com moradores de Alcarraques (Coimbra), no edifício da Associação Recreativa e Cultural de Alcarraques

12/04 – terça-feira
9.00H – Visita à exploração agrícola da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra 

11.00H – Reunião com a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra 

14.00H – Reunião com a Escola Superior Agrária de Coimbra

16.00H – Reunião com os promotores do Mercadinho do Botânico, no Mercado do Calhabé

17.00H Conferência de imprensa fazendo o balanço da jornada promovida pelo PEV, no Mercado do Calhabé












12 de abril de 2016

1 de Abril – Dia da Mentira - Os Verdes atribuíram troféu para a mentira do ano



Hoje, dia 1 de abril, identificado como o dia das mentiras, o Partido Ecologista Os Verdes atribuiu, simbolicamente, uma garrafa com água potável, proveniente da Barragem de Falgilde, que abastece os concelhos de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e Viseu ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Sátão, alertando para a necessidade de preservar os recursos hídricos através de um tratamento eficiente das águas residuais pelas ETAR's, nomeadamente pela de Rio de Moinhos.

Apenas com uma simples observação, qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos técnicos, identificaria a falta de manutenção da ETAR de Rio de Moinhos. No entanto, o Sr. Presidente da Câmara de Sátão referiu à comunicação social, a 22 de dezembro de 2015, que a afirmação do Partido Ecologista Os Verdes é falsa e sem fundamentos concretos, pois a ETAR está a funcionar perfeitamente bem, não estando prevista qualquer requalificação, negando até que a ETAR, que rejeita as águas para o rio Côja, esteja ao abandono.

Nesse mesmo mês de dezembro, o Partido Ecologista Os Verdes questionou o Ministério do Ambiente sobre o estado de abandono e de degradação da ETAR de Rio de Moinhos, também na sequência da visita ao local, em setembro.

Contudo, o Ministério do Ambiente, embora confirmando que os parâmetros, através de autocontrolo (efetuados pela Câmara Municipal) dos efluentes tratados se encontram dentro dos limites legais de emissão, a 5 de janeiro (quatro meses após a visita do PEV) a Agência Portuguesa para o Ambiente constatou que a ETAR apresentava sinais de falta de manutenção, com vegetação em excesso, o que coincidiu com a presença de técnicos da autarquia a proceder à reparação do tanque (imoff).

Para que a preservação dos recursos hídricos não seja uma MENTIRA, com a entrega simbólica desta garrafa de água, Os Verdes pretendem sensibilizar a autarquia para importância que representa o tratamento das águas residuais para a qualidade de vida da população e para o ambiente. A água é um elemento natural e essencial que constitui todo o suporte de vida no Planeta e que urge preservar.

O investimento público na área ambiental, tal como a implementação e manutenção de infraestruturas para o tratamento de efluentes, não é um gasto supérfluo ou um desperdício de visionários alheados da realidade objetiva das coisas, mas antes o suporte e o garante da saúde pública e dos ecossistemas.



1 de abril de 2016








Cantanhede - Os Verdes questionam o Governo sobre Precariedade laboral no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre a precariedade laboral em que se encontra cerca de metade do número total de funcionários do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, funcionando em situação de “falso” recibo verde”, no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro -Rovisco Pais, Cantanhede.

Pergunta:
Desde há uns anos para cá que a precariedade parece querer tomar conta da realidade laboral do país, traduzindo-se nas mais diversas formas de "vínculos" precários, como por exemplo, o recurso a "falsos recibos verdes". Este tipo de recurso constitui uma “contratação” ilegal, que tem sido transversal a todos os setores de atividade, seja no setor privado, como no público, sendo que no setor público a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) não tem jurisdição para intervir.

O Partido Ecologista Os Verdes tomou conhecimento que cerca de metade do número total de funcionários do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, um dos maiores centros de reabilitação do país, encontra-se em situação de “falso” recibo verde, ou seja:- oito enfermeiros;- nove dos vinte fisioterapeutas;- dois dos cinco terapeutas ocupacionais;- dois dos três terapeutas da fala, aos quais se acresce mais um CEI;- todos os professores de educação física (dois);- todas as psicólogas (três);- mais de cinquenta assistentes operacionais;- duas das cinco assistentes sociais;- várias assistentes administrativas.

Segundo informação transmitida ao PEV, a maioria destes trabalhadores encontra-se em situação precária há cinco anos, ou seja, desde 2011, altura em que ocorreram a maioria das contratações, havendo, no entanto, alguns trabalhadores que estão nesta situação há dez anos.

Embora não tenham um contrato de trabalho, estes trabalhadores a recibos verdes estão a exercer uma função igual, um horário igual, no mesmo local, reportam ao mesmo chefe de equipa e recebem ao dia vinte e um de cada mês, tal e qual como os restantes trabalhadores do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, funcionários estes com vínculo à função pública.

No entanto, estes trabalhadores a “falsos” recibos verdes não têm quaisquer direitos laborais, quando comparados com um trabalhador que possui um contrato de trabalho, isto é, não são abrangidos por subsídios extraordinários (subsídio de turno ou compensação pelos feriados trabalhados), direito a férias pagas, a licença de gravidez e compensação em caso de doença.

O recurso a esta forma de "contratação" é injusta e discriminatória fazendo com que os trabalhadores que desempenham as mesmas funções acabem por ter os seus direitos muito reduzidos, com salários mais baixos, pois são os próprios trabalhadores a fazer a totalidade dos descontos para a segurança social e a retenção na fonte de IRS.

O recurso a “falsos” recibos verdes para o preenchimento de postos de trabalho é uma prática ilegal a que o Estado recorre frequentemente para preencher necessidades permanentes em determinados serviços públicos, quando o que se exige é que sejam assegurados os devidos direitos, através de um contrato de trabalho, reduzindo a precariedade e a insegurança dos trabalhadores.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito à S. Exa. O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo, a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Saúde me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério da Saúde confirma que cerca de metade dos trabalhadores do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais estão contratados como prestadores de serviços?

2- Que medidas, a curto prazo, o Ministério da Saúde pretende desenvolver de forma a efetivar os direitos dos trabalhadores contratados como prestadores de serviços para assegurem as necessidades deste centro de reabilitação?




30 de março de 2016