segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Semide - Miranda do Corvo Verdes questionam Governo sobre Parque Infantil de Semide por incumprimento de normas de segurança

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Economia sobre o Parque Infantil de Semide, no concelho de Miranda do Corvo, que não cumpre várias normas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 203/2015, de 17 de setembro, quer em termos de identificação da entidade responsável pelo espaço, da entidade fiscalizadora e do número da urgência hospitalar mais próxima, bem como outras informações definidas na legislação, quer em termos da superfície de impacto que é inadequada, pois o material utilizado (pequenas pedras) é suscetível de magoar as crianças.

 
    Pergunta:
Recentemente o Partido Ecologista Os Verdes visitou o Parque Infantil de Semide, no concelho de Miranda do Corvo, tendo observado que este espaço não cumpre várias normas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 203/2015, de 17 de setembro, nomeadamente:
- Faltam recipientes para a recolha de resíduos sólidos;
- Não existe informação afixada no respetivo acesso, bem visível e facilmente legível, indicando a entidade responsável pelo espaço, a entidade fiscalizadora, o número da urgência hospitalar mais próxima, bem como outras informações definidas na legislação;
- A superfície de impacto é inadequada, pois o material utilizado (pequenas pedras) é suscetível de magoar as crianças.
- Falta uma parte de vedação ou barreira física de proteção, de modo a impedir acessos diretos e intempestivos das crianças, pois este parque está localizado próximo de uma estrada.

Este parque infantil inaugurado a 16 de setembro de 2016, em princípio na mesma altura que a área envolvente (o espaço da “Nora”), aparenta estar em pleno funcionamento, sem que haja no local qualquer informação ou vedação que impeça a sua utilização.

Sendo os parques infantis por excelência um local de brincadeiras e divertimento, não podem por isso ser suscetíveis de pôr em perigo a saúde e segurança dos utilizadores ou de terceiros, para além da superfície de impacto não ser a mais indicada e faltar parte de barreira física, o Partido Ecologista Os Verdes verificou que a Junta de Freguesia de Semide e Rio Vide aplicou no parque infantil, localizado em frente ao Posto Médico, herbicidas para controlar a escassa vegetação espontânea que se observa no local.

Mesmo que estes herbicidas sejam homologados e aplicados por pessoas especializadas para o efeito, há outras alternativas naturais para controlar a vegetação, nomeadamente pelo corte, até porque se trata de um espaço destinado em exclusivo para as crianças devendo prevalecer o princípio da precaução.

Embora o documento que a junta de freguesia deixou no local, a alertar para a aplicação de herbicidas, não especifique o género utilizado, a verdade é que são conhecidos os efeitos perigosos para a saúde da utilização de herbicidas, nomeadamente do glifosato, que já levaram Os Verdes a apresentar em abril de 2016 um Projeto de Resolução que recomenda a interdição do uso do Glifosato.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Economia possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério da Economia confirma que o parque infantil de Semide, Miranda do Corvo não está adaptado às normas estabelecidas no Decreto-Lei n.º 203/2015, de 17 de setembro, podendo colocar em causa a segurança dos seus utilizadores?

2- A entidade responsável pelo espaço possui algum livro de inspeção e manutenção conforme refere a legislação?

3- Já foi elaborado algum relatório da inspeção "operacional", desde Setembro de 2016?

4- O Ministério considera plausível a utilização de herbicidas nos parques infantis, nomeadamente na superfície de impacto?




 

8 de janeiro de 2017

Verdes questionam Governo sobre o estado de abandono da ETAR da Vila de Sever do Vouga







O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente sobre o estado de abandono e o deficiente/inexistente tratamento das águas residuais da ETAR da Vila de Sever do Vouga, localizada a cerca de cem metros da Escola Básica e Secundária, onde a vegetação espontânea invade todo o espaço delimitado da respetiva infraestrutura e onde Os Verdes conseguiram observar que as águas são rejeitadas na ribeira de Pessegueiro, afluente do rio Vouga, num estado muito semelhante aos dos efluentes que afluem à ETAR, pressupondo que o tratamento é deficiente ou inexistente.

 
    Pergunta:
No passado dia 18 de novembro o Partido Ecologista Os Verdes visitou as imediações da ETAR da Vila de Sever do Vouga, localizada a cerca de cem metros da Escola Básica e Secundária, tendo constatado o seu estado de abandono e o deficiente/inexistente tratamento das águas residuais.

No local, para além da vegetação espontânea que invade todo o espaço delimitado da respetiva infraestrutura, alguma dela com mais de 50 centímetros de altura, Os Verdes conseguiram observar que as águas são rejeitadas na ribeira de Pessegueiro, afluente do rio Vouga, num estado muito semelhante aos dos efluentes que afluem à ETAR, pressupondo que o tratamento é deficiente ou inexistente.

A água rejeitada, de cor acinzentada e opaca, aparenta transportar uma quantidade elevada de matéria orgânica e de gorduras, que envolvem as pedras da ribeira, e de resíduos grosseiros que vão ficando depositados ao longo das margens da ribeira de Pessegueiro.

No ponto de rejeição ressalta à primeira vista o contraste entre as águas límpidas, a montante da ETAR, com as águas provenientes desta infraestrutura que são lançadas neste curso de água de pequeno caudal.

O deficiente funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais do município de Sever do Vouga, Vila e Sóligo não é recente. Já em 2005 se verificava o incumprimento de vários parâmetros na qualidade da água residual rejeitada por estas duas estações de tratamento, nomeadamente de óleos e gorduras na ETAR da Vila.

Nos últimos anos, o tratamento das águas residuais em Sever do Vouga, neste caso a falta dele, tem motivado a contestação da população, tendo, em 2014, sido lançado um concurso público pela Águas da Região de Aveiro (AdRA) para a construção da nova ETAR Sul de Sever do Vouga, que irá substituir a de Sóligo, localizada na freguesia de Pessegueiro do Vouga.

Contudo, depois de avanços e recuos, só em outubro de 2016 é que se iniciaram as obras da ETAR Sul de Sever do Vouga, com um custo previsto de cerca de 2,5 milhões de euros, que irá servir a maioria da população do município, referindo a comunicação social que os problemas registados na ETAR da Vila serão ultrapassados com a construção de uma estação elevatória e consequente reencaminhamento dos efluentes para a nova ETAR.

Embora já se tenha iniciado a construção da nova infraestrutura, a verdade é que o seu funcionamento só está previsto para outubro de 2017, sem contar com imprevistos, ou seja, demasiado tempo para continuar com a lamentável poluição provocada pela atual ETAR da Vila, sem que se tomem medidas para minimizar os impactos nefastos para a biodiversidade e para a qualidade de vida da população e das águas do Rio Vouga.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente, possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério do Ambiente confirma que a ETAR da Vila de Sever do Vouga se encontra em mau estado de funcionamento comprometendo a biodiversidade a jusante?

2- Tendo em consideração que a nova ETAR Sul de Sever do Vouga só entrará em funcionamento, em outubro de 2017, que medidas irão ser tomadas até lá para minimizar os impactos da ETAR da Vila?

3- Estando anunciada também a construção de uma estação elevatória para reencaminhar os efluentes da ETAR da Vila para a nova infraestrutura, para quando se prevê a sua conclusão?
Irá coincidir com a entrada em funcionamento da nova ETAR Sul?


 


7 de janeiro de 2017

Santa Maria da Feira Persistem Maus cheiros da ETAR de Fiães Os verdes insistem com o Governo

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente sobre maus cheiros que persistem,provocados pela ETAR de Fiães, constatados in loco pelo PEV e denunciados por moradores.

   
    Pergunta:
O Partido Ecologista Os Verdes questionou no passado mês de julho de 2016 o Ministério do Ambiente, através da Pergunta n.º 2885/XIII/1ª referente a maus cheiros provocados pela ETAR de Fiães, constatados in loco pelo PEV e denunciados por moradores.

Na resposta à pergunta, o governo referiu que "de acordo com a Indáqua Feira, entidade responsável pela gestão da ETAR de Fiães, não foi detetada qualquer anomalia no processo de tratamento que possa ter originado os episódios reportados" pelo PEV e população.

Contudo, o Ministério do Ambiente adianta que "não obstante, e em virtude de terem
rececionado algumas queixas de munícipes acerca do tratamento e dos odores libertados pela ETAR, a Indáqua Feira encetou diligências junto da empresa subcontratada para a exploração da referida ETAR para a resolução destas questões. Refere-se ainda que, de acordo com informação da Indáqua Feira, desde o início do mês de junho, tem-se verificado a ocorrência de várias descargas industriais que afluem à ETAR, que, devido à sua elevada carga de poluição, dificultam a gestão do processo de tratamento, o que poderá ter contribuído para a libertação de odores."

Neste contexto, o Ministério do Ambiente refere que a empresa responsável pela gestão da ETAR tem vindo a monitorizar as indústrias que se localizam a montante desta infraestrutura de forma a detetar e eliminar estas descargas.

Contudo, a situação tem-se mantido praticamente inalterada, persistindo as queixas constantes da população, o que levou o PEV a visitar novamente o local no mês de novembro, tendo constatado para além dos cheiros intensos e desagradáveis, já verificados anteriormente, que as águas rejeitadas pela ETAR no rio Uíma apresentam uma cor acastanhada, opaca e espumosa. Este facto pressupõe que água não esteja a ter um tratamento totalmente eficaz, comprometendo a qualidade das águas do rio Uíma e a biodiversidade. No local é notória a diferença entre as águas rejeitadas pela ETAR e as águas transportadas pelo rio a montante.

Através da comunicação social escrita o PEV tomou conhecimento que o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira referiu que já era do seu conhecimento e da autarquia a identificação da unidade fabril que havia causado toda esta situação ambiental. De acordo com o Presidente a firma em questão havia feito descargas de produtos que causaram a morte das bactérias que procediam ao tratamento biológico.

Assim sendo, as águas rejeitadas pela ETAR passaram a sê-lo, sem o serem no entanto, com o tratamento completo, o que aconteceu por um período de tempo ainda considerável, o que segundo o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira se fica a dever ao facto de a reposição das bactérias para o tratamento biológico ser demorada. Estas afirmações foram novamente proferidas em plena Assembleia Municipal.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente, possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Tendo em consideração que já decorreram cinco meses após a Pergunta nº 2885/XIII/1ª, apresentada pelo PEV, já foram detetados e eliminados alguns focos de descargas industriais a montante da ETAR de Fiães?

2- Se sim, que tipo de efluentes estavam a ser lançados para a ETAR, que comprometiam o tratamento dos efluentes domésticos? Que soluções foram encontradas para o tratamento dessas águas residuais industriais?

3- Sendo do conhecimento da autarquia local, a identificação de pelo menos uma unidade fabril que estava a enviar efluentes indevidos para a ETAR de Fiães, foi-lhe lavrado algum auto de contraordenação?

4- Que classificação de atividade económica (CAE) tem essa firma que, segundo a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, estava a enviar efluentes indevidos? Esta firma em questão teve sempre o mesmo tipo de laboração?

5- Se os efluentes que esta unidade industrial rejeita são de tão grande perigosidade por que motivo não tem uma Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI) própria e usa a rede geral de saneamento básico?

6- Embora na resposta do governo à pergunta do PEV, baseada na informação fornecida pela Indáqua Feira, tenha sido referido que não foi detetada qualquer anomalia no tratamento, como se entende que os efluentes sejam rejeitados com uma cor acastanhada, opaca e espumosa?





5 de janeiro de 2017

Soure - Coimbra Verdes questionam Governo sobre estado de abandono do Paul da Madriz






O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente sobre o estado de menosprezo e abandono em que se encontra o Paul da Madriz, no Concelho de Soure, área da Rede Natura 2000, como Zona de Proteção Especial para as Aves, sendo também uma Zona Húmida de Importância Internacional inscrita na lista de Sítios da Convenção de Ramsar, comprometendo assim a sua preservação.
   
    Pergunta:
O Partido Ecologista Os Verdes deslocou-se a Casal do Redinho, no concelho de Soure, para visitar o Paul da Madriz, tendo verificado que esta área da Rede Natura 2000 se encontra menosprezada e em estado de abandono comprometendo a própria preservação.

O Paul da Madriz, situado na margem direita do rio Arunca, com uma área de 89 ha do município de Soure, é classificado desde 1988 e redefinido pelo Decreto-Lei n.º 384-B/99 de 23 de setembro como Zona de Proteção Especial para as Aves (Diretiva 79/409/CEE), sendo também uma Zona Húmida de Importância Internacional inscrita na lista de Sítios da Convenção de Ramsar.

Este paul, embora de reduzidas dimensões, tem uma grande diversidade de habitats e possui grande valor como santuário para as aves aquáticas do Baixo Mondego, constituindo igualmente um importante local de migração outonal de passeriformes e de nidificação de aves de caniçal.

Embora existam vários fatores de ameaça, diretamente ligados à intervenção humana, como a caça e a pesca ilegais e a poluição química proveniente de práticas agrícolas, na área limítrofe, a verdade é que para além dos fatores naturais e geomorfológicos o Homem também contribuiu para a sua manutenção através de atividades compatíveis com a sua especificidade, pelo que com cada vez menos intervenção das populações e afastamento de práticas agrícolas seja necessário a própria manutenção pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

No Paul da Madriz é visível a reduzida ou quase inexistente intervenção do ICNF na área húmida propriamente dita, assim como o estado de abandono e degradação dos equipamentos de apoio, sobretudo a estrutura em madeira, que no passado foram utilizados como observatório de aves.

Um espaço que representa a porta de entrada do Paul, deveria ser convidativo e com condições para que observadores de aves, investigadores e visitantes no geral possam usufruir da riqueza florística e faunística desta zona húmida.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Que tipo de intervenção tem existido na Zona de Proteção Especial para as Aves do Paul da Madriz, em Soure?

2- Quais os meios disponíveis, nomeadamente de recursos humanos, que têm estado afetos à vigilância e manutenção desta área que integra a Rede Natura 2000?

3- Tem existido manutenção da área húmida de forma a compensar a intervenção humana que ia mantendo e preservando o Paul?

4- Está previsto pelo ICNF alguma intervenção de forma a recuperar as infraestruturas de apoio que se encontram no local, dotando o espaço de condições mínimas e compatíveis para que os visitantes usufruam do Paul da Madriz?


 


3 de janeiro de 2017

Verdes questionam Governo sobre poluição na Ribeira da Sertã

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente sobre poluição da Ribeira da Sertã, pressupondo que haja a rejeição de águas residuais para este rio sem o tratamento apropriado. A 24 de junho de 2016 o PEV teve oportunidade de visitar a Ribeira da Sertã, junto à Ponte dos Cavalos, tendo constatado que a água se encontrava escurecida aparentando não se encontrar nas melhores condições

    Pergunta:

A Ribeira da Sertã é um curso de água, que nasce no concelho de Oleiros, desaguando no rio Zêzere junto à povoação da Foz, freguesia de Cernache do Bonjardim, município da Sertã. Este curso de água, conhecido na Sertã também por Ribeira Grande acabou por dar origem à localidade sede de concelho e respetivamente ao município.
 
Ao longo dos anos têm chegado ao conhecimento do PEV relatos de poluição desta ribeira pressupondo que haja a rejeição de águas residuais para este rio sem o tratamento apropriado. A 24 de junho de 2016 o PEV teve oportunidade de visitar a Ribeira da Sertã, junto à Ponte dos Cavalos, tendo constatado que a água se encontrava escurecida aparentando não se encontrar nas melhores condições.
 
No passado dia 27 de dezembro, o PEV tomou conhecimento através de registos fotográficos e de vídeos, denunciados pela população, de eventuais descargas de águas residuais neste mesmo dia, provocando um manto de espuma branca à superfície, visível a partir da Ponte dos Cavalos (Estrada Municipal 534 que liga Cernache do Bonjardim a Palhais), alastrando-se para jusante conjuntamente com as águas muito escurecidas.
 
Embora este manto branco fosse visível em vários pontos da Ribeira da Sertã, a população não conseguiu identificar a causa deste problema que para além dos prejuízos que causa ao ecossistema e biodiversidade poderá eventualmente acarretar também riscos para a saúde pública, pois as águas desta ribeira desaguam no rio Zêzere a montante da Barragem de Castelo de Bode, que abastece a população de Lisboa.
 
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta para que o Ministério do Ambiente possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério do Ambiente tem conhecimento da frequente poluição que se tem verificado na Ribeira da Sertã, em particular a ocorrida no passado dia 27 de dezembro?
 
2- Quais as causas que estão na origem do manto de espuma que corre à superfície da Ribeira da Sertã?
 
3- Que medidas tem o Ministério do Ambiente tomado para monitorizar as águas da Ribeira da Sertã, detetando de forma célere situações similares às que ocorreram recentemente que conduzem à poluição das águas e comprometem o ambiente e a saúde pública?


 


30 de dezembro de 2016

Verdes questionam Governo sobre mau estado do Parque Infantil em São João da Madeira








O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Economia sobre o mau estado de conservação em que se encontra o parque infantil, localizado no Parque Ferreira de Castro, no concelho de São João da Madeira, colocando em causa a segurança dos utilizadores.
   
 Pergunta:

O Partido Ecologista Os Verdes visitou no passado dia 6 de dezembro, o parque infantil localizado no Parque Ferreira de Castro, no concelho de São João da Madeira, onde detetou vários problemas, nomeadamente a degradação de partes dos equipamentos e a falta de limpeza, revelando algum desleixo por parte da entidade responsável por este espaço.

Os parques infantis são, por excelência, um local de brincadeiras e divertimento, não podendo por isso ser suscetíveis de pôr em perigo a segurança dos utilizadores ou de terceiros. No entanto, conforme o PEV pode constatar no local, este equipamento não oferece as melhores condições de segurança e higiene para as crianças.

O parque infantil, que se encontra bem integrado numa área verde da cidade, indicada para atividades de lazer e recreio para todas as idades, apresenta lamas e sedimentos na superfície de contacto, nomeadamente junto ao escorrega.

No que concerne aos equipamentos, estes não se encontram no melhor estado de conservação. A título ilustrativo refira-se que os cavalinhos de molas apresentam evidentes sinais de desgaste, o baloiço já não se encontra completo e o conjunto que integra o escorrega, tem as cordas danificadas, faltam tábuas na “ponte” entre a subida e o escorrega e a proteção lateral do escorrega, em tábua está partida e com farpas salientes. Este conjunto é assim aquele que representa maior risco para os utilizadores.

Para além das condições referidas, o parque infantil não tem qualquer tipo de barreira que delimite o espaço e que impeça as crianças de frequentarem outras áreas limítrofes também degradadas, como o parque geriátrico, situado a um ou dois metros. Este facto poderá acarretar risco adicional para as crianças pois os equipamentos de metal do parque geriátrico encontram-se com superfícies pontiagudas e cortantes.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério da Economia possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O Ministério tem conhecimento que o parque infantil localizado no Parque Ferreira de Castro, no concelho de São João da Madeira se encontra em mau estado de conservação, colocando em causa a segurança dos utilizadores?

2 – O parque infantil está abrangido por algum seguro de responsabilidade civil? Se sim, desde quando?

3- A entidade responsável por este espaço de recreio possui um livro de inspeção e manutenção?

4- Ao abrigo do novo regulamento dos espaços de jogo e recreio, já foi elaborado algum relatório da inspeção "operacional"?

5- Estão previstas obras de manutenção e melhoria do parque infantil? Se sim, para quando?


 


30 de dezembro de 2016

Preocupação com qualidade do ar em Cantanhede origina pergunta de Os Verdes ao Governo

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente sobre os maus cheiros provocados por uma empresa que labora na área das resinas instalada recentemente na área industrial da freguesia e concelho de Cantanhede, tendo apenas uma cortina de eucaliptos e pinheiros a separar as áreas residencial e industrial, sem que tal evite os cheiros intensos e insuportáveis, dependendo da direção dos ventos.
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    Pergunta:

O Partido Ecologista Os Verdes recebeu uma denúncia de moradores relativamente aos maus cheiros provocados por uma empresa que labora na área das resinas instalada recentemente na área industrial da freguesia e concelho de Cantanhede.

Durante a visita ao local, que decorreu no passado dia 10 de novembro, a população afirmou que há dias em que é impossível estar nas suas casas, existindo habitações a menos de duzentos metros desta unidade industrial. Conforme o PEV apurou também junto dos moradores, estes já transmitiram a sua indignação à autarquia local, por esta situação estar a comprometer a sua qualidade de vida.

A unidade fabril, embora esteja inserida na zona industrial, encontra-se próxima da Urbanização Quinta dos Laticínios (Rua Senhora de Vagos) com fogos unifamiliares, tendo apenas uma cortina de eucaliptos e pinheiros a separar estas duas funções, a residencial e a industrial, sem que tal evite os cheiros intensos e insuportáveis, dependendo da direção dos ventos.

Para além de afetar a qualidade de vida dos moradores, esta unidade está a escassos metros do campo de golfe e do parque desportivo, que integra campos de futebol e de ténis, tendo chegado ao conhecimento do PEV que existem atletas de vários escalões que se têm sentido mal devido aos odores intensos que advêm da laboração desta fábrica.

Embora as unidades fabris sejam extremamente importantes para as economias locais, estas têm de laborar em condições em que todos beneficiem, sem comprometer a qualidade de vida dos residentes.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte pergunta, para que o Ministério do Ambiente, possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – O Ministério do Ambiente já recebeu alguma denúncia sobre a situação descrita por parte da população de Cantanhede?

2- O Ministério do Ambiente tem monitorizado a qualidade do ar na zona industrial de Cantanhede, em particular nas proximidades da unidade industrial que labora na área das resinas?

3- Que medidas irão ser tomadas para que sejam minimizados os impactos da laboração da unidade industrial na qualidade de vida da população e dos atletas que utilizam o parque desportivo?


 


29 de dezembro de 2016